Nota: Se procura filme de animação da Disney de 1951, consulte Alice in Wonderland (Disney).
Nota: Se procura filme mudo do Reino Unido de 1903, consulte Alice in Wonderland (filme).
Nota: Se procura filme de Tim Burton, com data de estréia pra 2010, consulte Alice in Wonderland (Tim Burton).
Ilustração de Alice no país das maravilhas
Ilustração de Alice no país das maravilhas

Alice's Adventures in Wonderland (freqüentemente abreviado para "Alice in Wonderland"), é a obra mais conhecida de Lewis Carroll e uma das mais célebres do gênero literário nonsense, sendo considerada obra clássica da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.

O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que até hoje sofreu mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.

Alice
Alice

Índice

editar Origem do livro

A história de Alice se originou em 1862, quando Charles Lutwidge Dodson fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10 anos na época) e suas duas irmãs. Lá ele começou a contar uma história que deu origem à atual. A Alice do mundo real pediu-lhe que ele lhe escrevesse o conto.

Dodgson atendeu ao pedido e em 1864 ele a presenteou com um manuscrito chamado Alice's Adventures Underground, ou As Aventuras de Alice Embaixo da Terra. Mais tarde ele decidiu publicar o livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, notavelmente acrescentando as cenas do Gato de Cheshire e do Chapeleiro Louco (ou Chapeleiro Maluco).

A tiragem inicial de dois mil exemplares de 1865 foi removida das prateleiras, devido a reclamações do ilustrador John Tenniel sobre a qualidade da impressão. A segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente, e a obra se tornou um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória e tendo sido traduzida para mais de 50 línguas.

Em 1998, a primeira impressão do livro (que fora rejeitada) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos.

editar Personagens

  • Alice - é a protagonista da história, e vai fazendo considerações à medida que sua aventura prossegue.
  • Coelho Branco - é quem inicia a aventura, quando Alice o segue até a toca. Ele carrega um relógio e parece estar muito atrasado para alguma coisa.
  • Lebre de Março, Arganaz (ou Leirão e Dormidongo) e Chapeleiro Maluco, totalmente loucos (como todos os moradores do País das Maravilhas, segundo o Gato Risonho). Sempre estão tomando chá, porque, segundo eles, o Chapeleiro brigou com o tempo e sempre é 6hs da tarde para eles. O Chapeleiro aparentemente teve problemas com a Rainha ao tocar uma música em sua presença. O Arganaz está sempre dormindo, e ocasionalmente acorda durante alguns segundos.
  • Rei e Rainha de Copas - A Rainha vive mandando que seus criados (cartas de baralho) cortem a cabeça de todos os seus convidados, mas o Grifo disse que isso é apenas fantasia dela. Ela é raivosa e autoritária. O rei tem menos influência do que ela.
  • Duquesa - Muito feia. Concordava com tudo que Alice dizia e sempre achava a moral de cada coisa, embora raramente uma coisa tivesse relação com a outra.
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"Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare". – Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas.

editar Alusões e Referências

O livro pode ser interpretado de várias maneiras. Uma das interpretações diz que a história representa a adolescência, com uma entrada súbita e inesperada (a queda na toca do coelho, iniciando a aventura), além das diversas mudanças de tamanho e a confusão que isso causa em Alice, ao ponto de ela dizer que não sabe mais quem é após tantas transformações (o que se identifica com a psicologia adolescente). Também é possível dizer que a obra faz referências a questões de lógica e à matemática, matéria que Carroll lecionava. Um exemplo é o debate que Alice faz com o Chapeleiro e a Lebre de Março sobre relações inversas (o Chapeleiro argumenta que ver o que se come não é o mesmo que comer o que se vê). Carroll também faz referências à língua francesa, como no capítulo 2, onde Alice se comunica com um camundongo em francês, perguntando "Où est ma chatte?" ("onde está a minha gata"), o que o deixa assustado. Além disso, no capítulo 4, um criado do Coelho Branco diz que estava cavando maçãs, uma provável referência à expressão que significa "batata" em francês, "pomme de terre"; a tradução literal dessa expressão é "maçã da terra".


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